LULA: "Anatomia da Derrota"
- Weverton Santiago

- 30 de abr.
- 1 min de leitura
Atualizado: 19 de jun.

O grande derrotado na sessão de ontem (29), no Senado Federal, não foi apenas o indicado para a vaga de Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o Advogado-Geral da União, Jorge Messias; foram, sobretudo, o presidente Lula e a bancada do PT.
Segundo informações, o governo liberou R$ 12 bilhões em emendas para senadores visando garantir a aprovação de Messias na Suprema Corte, esforço que se provou insuficiente. Com 34 votos favoráveis e 42 contrários, o indicado foi rejeitado pelo plenário.
Contudo, a derrota do governo carrega contornos políticos que transcendem os recentes escândalos no INSS, o caso do Banco Master ou as fragilidades das pautas da segurança, econômica, etc. O revés sinaliza questões estruturais que o governo federal ainda não conseguiu corrigir.
A classe política governamental parece ter desaprendido a ler o país. O sentimento do eleitor está escancarado e mostra-se amplamente propenso a mudanças, ainda que a alternativa apresentada seja convencional.
Soma-se a isso o envelhecimento de personagens, discursos e legendas que não renovaram seus quadros nem ressignificaram a própria imagem. Apostaram em um pragmatismo que alimenta uma bolha política perpetuada no poder, mas que perdeu força no debate público atual.
Portanto, a rejeição de Jorge Messias está diretamente ligada à imagem de Lula, um governo que não leu seu tempo, não compreendeu o "novo brasileiro" e falhou ao traduzir a polarização política que hoje detém musculatura legislativa e apelo popular.
Em suma, a anatomia dessa derrota no Senado envia recados claros e contundentes para as eleições que se aproximam.
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