Pesquisa para Presidente
- Weverton Santiago

- 19 de mai.
- 4 min de leitura
Atualizado: 19 de jun.

'Instituto Atlasintel e Agência Bloomberg"
Segue a síntese analítica das projeções políticas contidas na presente pesquisa:
Avaliação do Governo e Popularidade de Lula
O cenário demonstra uma clara e consolidada polarização na percepção pública em relação à administração federal:
Aprovação Presidencial: O desempenho do presidente Lula é desaprovado por 51,3% dos entrevistados, enquanto 47,4% o aprovam. Os dados históricos indicam estabilidade desde meados de 2025, oscilando dentro da margem de erro.
Avaliação de Governo: O governo é classificado como Ruim/Péssimo por 48,4%, e como Ótimo/Bom por 42,9%. Apenas 8,7% o consideram Regular.
Recortes Demográficos: A base de apoio mais sólida de Lula concentra-se no Nordeste (54,8% de aprovação), na população idosa de 60-100 anos (56,1%) e entre os ateus/agnósticos (73,2%). Em contrapartida, a maior rejeição ao seu desempenho está no Centro-Oeste (67,2%), na faixa jovem de 16-24 anos (69,9%) e entre os evangélicos (74,8%).
Projeções para o Primeiro Turno (Eleições 2026)
A pesquisa testou diferentes composições de candidaturas tanto para a liderança governista quanto para a oposição:
Cenários com a liderança de Lula:
Cenário contra Flávio Bolsonaro (Lula vs. Flávio): Lula lidera com 47% contra 34,3% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos (Missão) aparece em terceiro com 6,9%, seguido por Romeu Zema com 5,2%.
Cenário sem os Bolsonaro (Lula vs. Zema/Caiado): Na ausência de uma candidatura com o sobrenome Bolsonaro, a oposição se fragmenta. Lula mantém seu piso e teto com 46,7%, enquanto Romeu Zema (Novo) assume a vice-liderança com 17%, seguido de perto por Ronaldo Caiado (PSD) com 13,8%.
Cenário com Michelle Bolsonaro: Michelle apresenta um desempenho inferior ao de Flávio, registrando 23,4% das intenções de voto contra 47% de Lula. Neste desenho, Romeu Zema absorve parte do eleitorado e atinge 10%.
Cenário de Sucessão (Fernando Haddad)
Caso o candidato governista seja o atual Ministro da Fazenda, a competitividade da esquerda diminui. Haddad pontua 36,7% contra 32,8% de Flávio Bolsonaro. Esse cenário demonstra uma vulnerabilidade técnica e uma dependência direta do capital político pessoal de Lula para assegurar uma margem ampla no primeiro turno.
Projeções de Segundo Turno
Nas simulações de segundo turno, o presidente Lula vence todos os oponentes testados, variando a sua vantagem de acordo com o perfil do adversário:
No confronto entre Lula e Jair Bolsonaro, o atual presidente obtém 48,5% das intenções de voto contra 43,4% do adversário, estabelecendo uma vantagem de 5,1 pontos percentuais. Contra Flávio Bolsonaro, Lula alcança 48,9% frente a 41,8% do oponente, garantindo uma frente de 7,1 pontos percentuais. Diante de Ronaldo Caiado, o petista registra 47,5% contra 38,5%, o que representa uma distância de 9 pontos percentuais. No cenário contra Romeu Zema, o resultado aponta 47,8% para Lula e 37,6% para o ex-governador, com vantagem governista de 10,2 pontos percentuais. Por fim, na disputa contra Renan Santos, Lula pontua 47,8% e o candidato do Missão atinge 28,4%, assinalando a maior diferença do levantamento, com 19,4 pontos percentuais de vantagem.
Nota: Em cenários alternativos sem Lula, Fernando Haddad venceria Flávio Bolsonaro por 46,7% contra 43%, e Geraldo Alckmin superaria o mesmo adversário por 46,4% contra 42,3% em um eventual segundo turno.
Rejeição e Medo Institucional
Índices de Rejeição: Flávio Bolsonaro lidera o ranking de rejeição, com 52% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Lula aparece logo em seguida com 50,6%, e Jair Bolsonaro tem 49,1%.
Sentimento de Medo: Quando questionados sobre qual resultado eleitoral lhes causa mais temor, 47,4% apontam a eleição de Flávio Bolsonaro, enquanto 40,5% temem a reeleição de Lula.
Impacto Político do Vazamento (Banco Master)
A pesquisa mediu a repercussão do recente vazamento de áudios e mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro:
Conhecimento Amplo: O caso atingiu um nível de capilaridade altíssimo na sociedade, com 95,6% dos entrevistados cientes do ocorrido.
Percepção de Culpa: Para 43,3% da população, o grupo político mais envolvido no esquema de fraudes financeiras do Banco Master é o dos aliados de Bolsonaro. Além disso, 54,9% entendem que o vazamento constitui evidências obtidas em uma investigação legítima e 51,7% enxergam envolvimento direto de Flávio no escândalo.
Fidelidade do Eleitorado de Direita: Apesar do impacto negativo na imagem geral, onde 45,1% avaliam que o episódio enfraqueceu muito a candidatura de Flávio, a base bolsonarista demonstra fortíssima resiliência. Entre os eleitores históricos de Jair Bolsonaro, 84,2% defendem que Flávio deve manter a sua candidatura à Presidência e 39,8% afirmam que o caso não altera a sua disposição de voto.
Considerações
Os dados projetam um cenário de resiliência tanto do governo, quanto da oposição de grandes setores da direita bolsonarista. Embora a desaprovação do governo Lula supere numericamente a aprovação, o presidente mantém uma conversão de votos muito eficiente em cenários simulados.
O caso do Banco Master enfraquece o potencial de Flávio Bolsonaro expandir seus votos em direção ao centro político, mas não desidrata o núcleo duro do bolsonarismo. Diante dessa barreira de rejeição da família Bolsonaro (na casa dos 50%), nomes alternativos da direita moderada, como Romeu Zema ou Ronaldo Caiado, despontam como alternativas teoricamente menos rejeitadas, embora ainda careçam da musculatura e do recall político necessários para desbancar o favoritismo de Lula no momento atual.
Enfim, esse é o retrato do dia 13/05 até 18/05/26, com mais de 5 mil entrevistas em diferentes cidades do país.
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