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Política ES: Pesquisa Quaest aponta cenário aberto para 2026

  • Foto do escritor: Weverton Santiago
    Weverton Santiago
  • 30 de mar.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 17 de jun.



A pesquisa Quaest realizada entre 22 e 25 de março de 2026 apresenta um cenário próximo de uma polarização latente entre o grupo que governa o estado e outros dois nomes ligados à direita capixaba. Apesar do perfil mais moderado de Ricardo Ferraço, os números mostram que setores da direita estão concentrando a atenção em Lorenzo Pazolini e Magno Malta, a surpresa do processo.


Abaixo, apresento uma análise dos números e das projeções políticas com base nos dados divulgados:


Vamos conferir:


Desempenho no 1º Turno: O Favoritismo de Ricardo Ferraço


Ricardo Ferraço (MDB), que assumirá o comando do governo nesta semana, aparece como o principal nome no momento. Ele lidera em todos os cenários de primeiro turno em que foi testado, variando entre 25% e 36% das intenções de voto.


  • Capacidade de Aglutinação: A visibilidade das ações do governo favorece Ferraço. Além disso, sua abrangência no interior do estado é um grande diferencial. A expectativa de um aceno do governo ao grupo de Arnaldinho Borgo, prefeito de Vila Velha, também pode robustecer o palanque governista, fechando o cerco na região metropolitana com três grandes colégios eleitorais (Cariacica, Serra e Vila Velha).


  • O Fator Pazolini: O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), é o adversário que mais o incomoda e retira a previsibilidade dos números. No cenário 2, Pazolini atinge 21% contra 33% de Ferraço, mostrando que a capital é um reduto importante de resistência e projeção para a oposição. Pesa contra o prefeito de Vitória a asfixia do governo nos municípios do interior. Outro ponto relevante é o "fator renúncia": enquanto Ferraço assume o governo, Pazolini terá que renunciar ao mandato para a disputa.


O Peso da Direita Conservadora: Magno Malta, o nome que divide.


O senador Magno Malta (PL) mantém um piso sólido de votos (entre 18% e 22%), com um recall consolidado que pode crescer ou paralisar outras investidas da direita. No Cenário 4, ele encosta em Ferraço (25% a 22%), o que configura um empate técnico no limite da margem de erro (3 pontos).


Isso indica que o eleitorado bolsonarista no ES permanece fiel e pode levar a disputa para um segundo turno caso haja unidade na direita e um alinhamento que avance no interior do estado.


  • A Esquerda e a Terceira Via: Helder Salomão (PT): O nome do PT aparece estagnado entre 6% e 10%. Isso sugere que, embora o partido tenha força federal, no plano estadual ainda enfrenta dificuldades para romper a bolha e se tornar um competidor de dois dígitos. O PT ficou encurralado entre Ferraço, que já manifestou não ter interesse na sigla, e a oposição declarada da direita.


  • Arnaldinho Borgo (PP): Apesar do anúncio de permanência na prefeitura, o prefeito de Vila Velha aparece com 11%, indicando um potencial interessante que pode ser fundamental para Ferraço ou Pazolini, mostrando que Arnaldinho é um agente direto capaz de influenciar a disputa.


Projeções para o 2º Turno: Equilíbrio e Polarização


Sobre o segundo turno, as simulações revelam que a eleição está longe de estar decidida:


Vejamos os cenários de 2º Turno:


a) Lorenzo Pazolini 34% e Ricardo Ferraço 33% (Empate Técnico)

b) Ricardo Ferraço 38% e Magno Malta 29% (Ferraço na frente)

c) Pazolini 38% e Magno Malta 29% (Pazolini na frente)


Pazolini vs. Ferraço: É a disputa mais acirrada, indicando que o eleitor capixaba está dividido entre a segurança da continuidade do grupo atual e uma alternativa de centro-direita que governa a capital.


Rejeição e Teto


O alto índice de indecisos (chegando a 23% em alguns cenários) e de brancos/nulos mostra que há muito espaço para a migração de votos até o pleito, um fluxo flutuante que precisa ser atraído de forma estratégica e conquistado com propostas.


Portanto, a política capixaba caminha para uma disputa entre projetos que estão em evidências desde o ano passado, devido ao adiantamento da pauta eleitoral. Obviamente, tudo pode acontecer e uma "tímida terceira via" pode surgir, apesar do espaço estreito.


Hoje, segundo os números da Quaest, Ricardo Ferraço desponta e Lorenzo Pazolini demonstra ser o nome com maior capacidade para enfrentá-lo diretamente. Magno Malta atua como o "fiel da balança" e seu desempenho poderá definir se haverá ou não segundo turno. Tudo dependerá para onde migrarão os votos dos eleitores considerados conservadores. Isso exigirá maior penetração do candidato do governo nesse nicho e um poder de convencimento maior da principal oposição, um dever de casa para ambos os pretendentes.


Enfim, pesquisa é retrato do momento, não o esperado final do filme.

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